Prazer, Caitlyn Jenner.

Gente, cês viram a capa de julho da revista Vanity Fair? Viram, né?
Mesmo quem não se liga nos temas tratados pela revista deve ter dado pelo menos uma passada de olhos pela capa de revista que quase quebrou a internet ontem.
E mesmo quem esteve fora do planeta nos últimos tempos deve ter se curvado a beleza da lindíssima mulher que estampa a capa da publicação.
Pois é. Eu adoraria que esse post terminasse aqui, falando somente da beleza e do quanto a Caitlyn está maravilhosa, mas não “vai estar dando”…
O motivo da publicação ter causado tanto “auê” é o seguinte: Até bem pouco tempo atrás Caitlyn era prisioneira e agora, como a própria matéria diz, “Agora Caitlyn está livre”. Livre da prisão que foi ter passado boa parte da vida dentro do corpo de Bruce Jenner. Sim! O padrasto da Kim Kardashian…
Não vou contar a história dele aqui, até porque, basta dar um Google aí que vocês encontram tudinho. O que eu quero de verdade é dizer o quanto eu lamento que essa capa de revista ainda precise ser um “evento histórico”, o quanto é triste que uma pessoa, seja ela o padrasto da Kardashian ou a mocinha da padaria ainda precise se sentir prisioneira em sua própria pele porque as pessoas, nesse mundo chato de hoje, se recusam a entender e, principalmente, a aceitar a natureza umas das outras.
Gente, entendam, existem coisas mais graves acontecendo no mundo contra as quais e gente pode e deve se voltar. A identidade de gênero (nem sei se esse é o termo adequado para usar, mas…) não é, definitivamente uma delas.
Parem, APENAS PAREM, de questionar assuntos íntimos dos outros, parem de tentar expor e oprimir as pessoas apenas por que elas não se orientam pela mesma bússola que vocês.
Vejam bem, não estou aqui levantando qualquer bandeira, aliás, estou sim. Estou defendendo que TODAS AS PESSOAS POSSAM SER O QUE QUISEREM sem ser julgadas por mãos pesadas e cruéis que estão sempre apontadas na direção do outro.
Se todos nós nos policiássemos para não expor nossos preconceitos (sim, meu bem, você tem algum guardado aí dentro, eu tenho, TODO MUNDO TEM, fazer o que?), para acabar com eles dentro de nós, em primeiro lugar, e exercitássemos, em todos os aspectos da vida, a tolerância, o mundo seria um lugar muito melhor para viver e onde, certamente, muitas Caitlyns, Adrianas, Rodrigos, Fátimas e Josés não precisariam viver prisioneiros e também não “quebrariam” internet no mundo pelo simples fato de ser quem são.

É isso! Agora toma aí a capa da revista, porque a mulher tá linda e a capa tá sensacional:

vanity-fair-july-caitlyn-jenner-bruce-janner-2015

XXX


Por Giovanna Brunelli

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